22 out 2019        Fashion Business

Varejista de luxo Barneys assina pedido de falência e revela seus maiores credores

Fundada em 1923 por Barney Pressman, a Barneys se tornou um paraíso do luxo e uma das principais vitrines para as grandes grifes, e em 1976 passou a abrigar a primeira boutique de Giorgio Armani nos EUA. Transformada em ícone por Hollywood, era um dos points favoritos das personagens de “Sex and the City”. Em 1996, no entanto, a varejista icônica já havia decretado falência e só não foi extinta porque fechou a maioria de suas lojas.


Barneys New York Inc. entrou com o pedido de falência. A notícia veio à tona nessa semestre, com a apelação da varejista ao capítulo 11 do código de falências americano, espécie de recuperação judicial, que permite com que os negócios sigam operando enquanto os donos planejam uma saída para a crise

O pedido marca o fim de uma era para a gigante, símbolo do luxo novaiorquino, que não resistiu à evasão de clientes para a internet e ao aumento no preço de aluguéis, que em 2019 alcançou US$ 30 milhões ao ano.

O documento do pedido, arquivado na Corte de Falências US Bankruptcy Court de Nova York, mostra que a dívida da Barneys é estimada entre US$100 e US$500 milhões.

“Além dos preços nas etiquetas, essa loja de departamentos enfrenta os mesmo desafios de qualquer outra”, disse George Angelich, sócio da firma de recuperações Arent Fox.

Outro problema seriam os mais de 2,3 mil funcionários da Barneys, dos quais 90% trabalham em período integral. Grandes varejistas dos EUA preferem contratar seus colaboradores para trabalharem meio período. Em razão disso, um poderoso sindicato de trabalhadores do comércio da Big Apple já entrou em cena para defender os interesses daqueles que dão expediente período integral,, e que agora correm o risco de perder o emprego, como geralmente acontece nesses casos.

Com o pedido de falência, a primeira grande mudança deve ser a redução do tamanho da loja na Madison Avenue, em Nova York. Além disso, a gigante deve buscar novos investidores em empresas como a MIII Partners e a Kirkland & Ellis.

O e-commerce seguirá aberto, enquanto quinze lojas serão fechadas deixando apenas cinco funcionando por enquanto. Cidades como Chicago, Las Vegas, Seattle e Philadelphia estão dando adeus aos seus icônicos endereços, deixando apenas a Califórnia e Nova York responsáveis pelos últimos respiros da empresa varejista está recebendo US $ 75 milhões em financiamento enquanto procura por um comprador. 

“Como muitos em nosso setor, a posição financeira da Barneys New York foi drasticamente impactada pelo ambiente de varejo desafiador e estruturas de aluguel que são excessivamente altas em relação à demanda do mercado”, disse a CEO e presidente da Barneys, Daniella Vitale, em um comunicado à imprensa.

O que também chocou o mundo foi a lista de credores da empresa. Grifes como The Row, Celine e Gucci estão aguardando serem pagas. Uma lista com o top 15 foi divulgada ao lado das quantias devidas: 

1- Jenel Management (imobiliária que possui o prédio na Madison Avenue): $6 milhões 
2- The Row: $3.7 milhões
3- Celine $2.7 milhões
4- Saint Laurent $2.2 milhões
5- Balenciaga $2.1 milhões
6- Givenchy $1.9 milhões
7- Gucci $1.8 milhões
8- Prada $1.6 milhões
9- Alaia $1.4 milhões 
10- Margiela $1.4 milhões 
11- Moncler $1.2 milhões 
12- Christian Louboutin: $1.2 milhões 
13- Chloe $995,965 milhões 
14- Chanel $877,516 milhões 
15- Loewe $877,323 milhões 
 

Gabriela Oliveira
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